terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dos (Des)Encontros!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

imagem: Carne Griffiths


Em (des)encontros colhemos tantos contos, e quão bom são os contos, contados com o peito carregado de euforias ou de (des)esperanças, perdendo o olhar pelo horizonte, a onde a aventura que se foi, ou que poderia ter sido, dissipou-se! Por fim, mais passos avante, na busca incessante, do que mesmo? Só adiante pra descobrir!



Foram tantas ligações...
ligações sem sinal,
premeditando bem o nosso final,
eu dizendo, "tudo bem"
e você me dizendo, "isso é tão normal".

Quantos recados em
papeis deixados,
agendando encontros,
colhendo desencontros,
não deixando rastros de nós,
não deixando contos de nós.


Nossa vida juntos,
foi uma sucessão de 'agoras'
sem planos, sem sonhos, 
tudo fora, improvisando sempre,
quase em cima da hora.

Aqueles recados ignorados,
amassados, rasgados, hoje
estão como nossos sentimentos,
que já não podem ser mais colados.
Momentos felizes, já fazem parte do passado.

Culpas cobertas por um tapete,
vivemos os remorsos de tantas
(des)esperanças e sonhos possíveis,
desencontrados, tantos detalhes ignorados,
e então o tempo mostra a importância
daqueles recados deixados.

Artur César
domingo 10/04/2011  13:35

10 comentários:

Marly Bastos disse...

A vida é assim... Pedaços de vida que nos fazem felizes. A felicidade é momentânea, rápida e se a pegarmos ao menos um pouco, vivemos a plenitude de um instante.
O melhor são as coisas que vem de repente, mudam a nossa história, revira a nossa vida e depois vivemos somente com lembranças. Dói muito o depois, mas dói mais nao viver!
Beijokas doces e obrigada pela visita, comentário e por seguir-me.

Artur César disse...

já tenho por mim (Artur) que essa tal "felicidade" é mais um mito que nos impuseram, pra não existir um conformismo com o pouco que se pode ter! Vejo hoje as pessoas procurando a felicidade em segundos e terceiros, esquecendo do que as move, de quem faz a história, são elas próprias, a "felicidade" sempre esta ao nosso alcance, mas insistimos em ve-la distante, fora de nós!

obrigado pela visita, e por ler meu texto !
bjus Artur =]

Thiago Brito disse...

Poxa, que beleza de escrito, palavras tão bem colocadas e um sentido tão claro...Parabens pelo Blog, seus textos são realmente muito bons, escreves maravilhosamente bem, tens uma sensibilidade admirável, tudo aqui me agradou, então não hesitei em me tornar seu seguidor...

Quando puder, passa la no meu tbm e vê o que acha
http://essenciaego.blogspot.com/

Abraço apertado
Té mais ;P

Luna Sanchez disse...

O problema é a diferença de objetivos, né, Artur? Quando os envolvidos querem a mesma coisa, seja o que for, tá tudo certo. Complica quando um tem pretensões diferentes que o outro não pode ou não quer acompanhar.

Desencontros, enfim.

Beijo grande.

Natália Rocha disse...

E o meu jeito poeta quer a certeza e constância de um pra sempre.
Viver de 'agoras' não é suficiente, não mais.

Querido teu comentário no meu cantinho foi uma parte deste teu texto, combinou tanto, eu amei imensamente! Me arrancou um sorriso tão bonito te ler.

um beeijo*

Lívia Azzi disse...

O que é a vida, o amor e essa tal felicidade, senão um mosaico em peças de quebra-cabeça incompleto, hein Artur?!

Coisas que só entendemos depois daquele "agora" passado que ficou marcado para sempre.

Certo?

Beijos de flores e primavera!!

Artur César disse...

Pois é Lívia, a vida é uma sucessão de "agoras". De "por que eu deveria?".

Temos que ficar sempre atentos !!!

Rafael Castellar das Neves disse...

Muuuito bom!! Gostei daqui!

[]s

♪ Sil disse...

Artur,

Incrivel como suas palavras falam tão bem dos nossos infortúnios cotidianos.
E quanto a felicidade, é bem como você disse no texto, e bem como o mestre Quintana disse:

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

Tá sempre no nosso alcance, mas qtas vezes nem enxergamos?

Um abração!

Belo seu blog!

Carmem disse...

É isso, Artur,
Vida e desencontro acaba por ser sinónimo.

E sim, quantas e quantas vezes, tal e qual os óculos, procuramos e não encontramos o que temos tão à frente dos olhos...

Ironia, vida, o que será?

Abços amigos

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